Reforma trabalhista para quem? (Parte 2)
Uma breve crônica, parte dois Estávamos em 2015, e a vaca quase tossiu: foi apenas um ensaio, meio que no susto. Ocorre que, nas eleições presidenciais do ano anterior, a candidata do PT havia dito: “ Quando se mudam as relações de trabalho, a legislação tem que mudar. Essas mudanças na legislação não podem comprometer direitos [...] Agora vamos ter clareza disso: 13º, férias e horas extra, (não se muda) nem que a vaca tussa”. Não obstante, em 29 de dezembro de 2015 (logo após o Natal), na vigência de seu segundo mandato, a presidente anunciou um pacote de ajustes nas regras para acesso a abono salarial, seguro-desemprego, pensão por morte e auxílio-doença – conjunto de medidas que seria apelidado de “pacote de maldades” [1] . A ideia, defendida pelo então ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, era priorizar a questão da livre negociação entre empresários e trabalhadores, de modo a garantir, legalmente, que aquilo que fosse acordado entre os sindicatos dos trabalhadores e dos patrõ...