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Mostrando postagens de fevereiro 21, 2019

Reforma trabalhista para quem? (Parte 4)

Uma breve crônica, parte quatro Em 2017, as ruas gritavam “Fora Temer!”, mas, à semelhança do ocorrido na França de Macron, quando o que está em jogo são as reformas liberais, “a democracia não é a rua” – conforme teria dito o presidente francês. As ruas representam a democracia quando a conveniência permite – a exemplo de momentos em que certas ações políticas carecem de legitimidade institucional, ou em que estas necessitam recorrer à soberania popular para obter substância. Foi esse, por exemplo, o caso do impeachment de 2016, em que a presidente derrubada não teve onde se apoiar devido aos altos índices de impopularidade de sua gestão – e aos casos de corrupção envolvendo quadros de seu partido e de partidos da base aliada do governo. As passeatas nacionalistas ocorridas aos domingos, que ocuparam as ruas de grandes cidades do Brasil, em março de 2016, em protesto contra a presidência de Dilma Rousseff, atestavam a impopularidade de seu governo, e conferiram legitimidade p...